Módulo 1 | PRINCÍPIOS DA PRÁTICA ESPORTIVA INCLUSIVA

O esporte é reconhecido como fenômeno agregador de característica plural capaz de agir como um facilitador importante do desenvolvimento humano e unificador dos povos para uma cultura de paz. Dentre os desafios para que mais pessoas se beneficiem dos valores, habilidades para a vida e percepção de autoeficácia motora que caracterizam aqueles que conseguiram aprender a praticar um esporte, é necessário que seja inclusivo.
Esses aspectos que diferenciam o esporte de outras manifestações culturais devem considerar que todas as pessoas são únicas; por isso, aprendem de formas diferentes, com objetivos diferentes, capacidades diferentes e níveis de eficiência diferentes. Também recebem influências de múltiplas dimensões da esfera psíquica, social e da motricidade humana, que, quando desenvolvidas e em harmonia, são pressupostos para a inclusão de todos o tempo todo e de todas as formas nas atividades esportivas.
Para que se atinjam objetivos sociais, educativos e atléticos, o princípio e a condição são que haja aprendizagem e, para que aprendam a praticar um esporte, para o lazer, como profissão ou manutenção de um estilo de vida ativo, o processo deverá contemplar a visão integral do homem. Nesse contexto, você deve considerar os efeitos do esporte sobre a formação do cidadão ativo, engajado e capaz de adquirir conhecimentos socialmente relevantes para fazer uso em prol de sua emancipação.
A noção de inclusão surgiu para atender as pessoas com deficiência e, somente após um período de consolidação, alargou-se o sentido do termo e o olhar dirigiu-se para outros grupos que também sofrem exclusão, como negros, comunidade LGBTQIA+, mulheres, idosos, obesos, entre outros (PNUD, 2017).
O esporte em si não é suficiente para mudar hábitos, atitudes e comportamentos. Para o bom uso dessa ferramenta, é necessária uma ação pedagógica e interativa competente dos profissionais, para que haja a esperada contribuição ao desenvolvimento e à inclusão social pelo esporte. Assim, quer seja nas aulas de Educação Física, quer seja em programas de fomento público para aprendizagem do esporte, é o profissional de Educação Física que apresenta formação acadêmica e está habilitado para a devida intencionalidade e aplicação de estratégias adequadas a fim de que os aprendizes alcancem altos níveis de aprendizagem e inclusão.

Diversas são as instituições que se associam ao ideal de inclusão pelo esporte, apresentando a compreensão do direito inalienável à prática dessa importante manifestação cultural. A participação na aprendizagem do esporte deve se dar na forma mais universal e democrática possível, com o intuito de promover inclusão social, igualdade de gênero, respeito à diversidade cultural e étnico-racial e direito das pessoas com deficiência. Você verá que existe uma preocupação para que o esporte seja compreendido e assumido como um direito de todos:

O desenvolvimento não ocorre de maneira natural e regular, sendo necessários os estímulos com intencionalidade, para que o ser humano seja capaz de concretizar seus sonhos, desejos e realizações de forma consciente e plena. Trata-se de uma construção que se inicia com o nascimento e encerra-se com o fim da vida, passando por um comportamento desafiador e criativo, possibilitando que esse sujeito no mundo seja protagonista de seu próprio desenvolvimento.
No esporte, os jovens deparam com situações que contribuem para o desenvolvimento de competências cognitivas, afetivas, éticas, estéticas, de relação interpessoal e de inserção social, aspectos importantes na formação da cidadania. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) desenvolve estudos e tem um posicionamento declarado sobre o esporte como fator de desenvolvimento humano.
É nesse contexto que o esporte pode influenciar de forma positiva e ampla a vida dos indivíduos, contribuindo para seu desenvolvimento individual e social. A conquista do êxito desses objetivos remete à forma como é ensinado o esporte e definindo seu caráter democrático e inclusivo. “Trata-se de uma ferramenta de baixo custo e alto impacto, e seu apelo universal o torna uma estratégia adequada para alcançar as populações mais vulneráveis.” A possibilidade de inclusão das minorias e das pessoas com deficiência “[...] contribui com os países nos seus esforços para atingirem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”.
O Relatório “Movimento é Vida: Atividades físicas e esportivas para todas as pessoas” tem o potencial para contribuir com o desenvolvimento universal e inclusivo, por meio das recomendações apresentadas no campo da educação, da saúde e da gestão pública,
capazes de subsidiar a elaboração de uma nova geração de políticas públicas bem como de iniciativas privadas para as atividades físicas e esportivas.
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O Caderno de “Desenvolvimento Humano sobre Escolas Ativas no Brasil” preconiza que o desenvolvimento das pessoas, ainda que pareça um processo regular de desvelamento de traços e características que permitem ao bebê, à criança, ao jovem, ao adulto e ao
idoso realizar suas vidas de forma minimamente competente é, antes, construção, criação, novidade, recriação do construído.
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Importa que você perceba a relevância da sua condição de professor no que refere à proposição das políticas públicas bem como a vigilância para que não sejam ofertados programas temporários de forma isolada e aleatória. Como profissional capacitado, verifique se as condições oferecidas para o ensino são adequadas para que inclua e influencie os mais jovens a fazerem escolhas positivas em suas vidas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) publicou o Relatório “Movimento é vida: Atividades físicas e esportivas para todas as pessoas”, que, dentre as questões identificadas que impactam a participação inclusiva, apresenta preocupação com a igualdade de direitos para a prática do esporte. Para que ocorram avanços no sentido de garantia do aumento da adesão para todos, aponta conceitos de equidade a serem assegurados em dois níveis: o nível intrageracional ou horizontal e o nível intergeracional ou vertical.
São princípios que necessitam de ações governamentais em favor dos grupos historicamente excluídos, não se resumindo à inclusão nos benefícios do desenvolvimento, mas proporcionando a escuta de modo que a inclusão se faça pela participação cidadã desde a identificação e o diagnóstico do problema, a apresentação de variáveis para resolução e a proposição de ideias e metas para soluções inovadoras.

Aproximadamente 45 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência no Brasil, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo dados do Censo Escolar da Educação Básica 2017, 40% de crianças com deficiência são atualmente incluídas em classes regulares. Você tem percebido o aumento do número de pessoas com deficiência chegando às escolas? Os gestores da educação estão definitivamente assumindo a responsabilidade com a inclusão? Como você tem participado da inclusão desses novos alunos?
Certamente a entrada das pessoas com deficiência em ambientes formais e regulares da educação básica e do ensino superior são marcos históricos para a emancipação dessa população que há pouco tempo era parte invisível da sociedade. Uma preocupação passiva acompanhou por décadas sem concretizar ação eficaz para a inclusão. Com o cenário atual, é necessário um enfrentamento ativo da situação para que se concretize e naturalize com a permanência a educação dessas crianças e adolescentes.
Em que condições tem sido realizada essa entrada é objeto de preocupação dos gestores, professores, alunos e famílias. Será a união de forças desses atores a fundamental ação de corresponsabilidade necessária para o êxito. São identificados bons exemplos de inclusão em secretarias de educação; no entanto, carecemos de um direcionamento em nível nacional via Ministério da Educação respeitando as características regionais e proporcionando condições materiais, adaptação dos espaços e qualificação de professores e gestores com reflexos na família.
Ao promover o acesso à educação regular às pessoas com deficiência, o imperativo para que ocorra aprendizagem significativa é o de que aprender é um processo ativo e progressivo, que requer de você, professor, conhecimentos e metodologias atualizadas capazes de promover estratégias eficientes de ensino. Os aprendizes precisam desenvolver um conjunto integrado de competências de aprender a conhecer, a conviver, a ser e agir para que apliquem em todas as atividades de forma ampla, integrada e ligada à vida. O desafio no ensino do esporte é capacitar para dar sentido a essas habilidades, competências e valores, proporcionando o entendimento e a capacidade de contextualizar essa aprendizagem.
A educação física é gratuita, obrigatória e existe em todo o País, o que permite que todas as crianças tenham um espaço verdadeiramente democrático para a aprendizagem e prática dos esportes com um profissional de Educação Física habilitado e qualificado.
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A maioria dos escolares (80%) se concentra nas instituições públicas, tendo neste ambiente o único espaço para a prática orientada e sistematizada do esporte. Para que esses objetivos se concretizem, é fundamental que você, professor, esteja permanentemente qualificado e atualizado, capacitando-se para se dedicar ao desenvolvimento integral e integrado dos seus alunos, ao mesmo tempo em que trabalha para desenvolver técnicas que gerem competências motoras necessárias à prática do esporte.
Acredita-se que o esporte tem muito a ensinar e que seja capaz de fazê-lo, desde que utilizado como ferramenta digna e lícita, seja no meio escolar, seja fora dele. Para a Associação Europeia de Educação Física (Eupea), os professores devem ser profissionalmente qualificados com acesso ao conhecimento teórico e à prática de habilidades. A formação contínua na prática é um exercício de docência essencial, para que os professores consigam atingir níveis altos de aprendizagem dos alunos em um processo ativo de ensino, com intensa interação, que seja desafiador e capaz de criar um clima motivacional positivo.
O objeto de trabalho da educação física são as atividades físicas e esportivas. Muitas dessas atividades são realizadas em grupos, o que significa que o sucesso resulta de uma ação conjunta entre os vários elementos de uma equipe. Estudos afirmam que o ensino correto dessas modalidades esportivas potencia uma interação social sadia e reconhecimento da importância do coletivo. Esse é um valor importante na sociedade como uma habilidade socioemocional e pode ser eficazmente ensinado nas aulas de educação física.
Esporte nem sempre foi lugar de mulheres. Como elas chegaram lá?
Tóquio carregou a bandeira da equidade de gênero, sendo a edição mais igualitária das Olimpíadas. As mulheres representaram 49% de participação na olimpíada, sendo declarada pelo Comitê Olímpico do Brasil uma representação de 46% de atletas femininas. Somente nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, as mulheres puderam finalmente participar de todas as modalidades olímpicas que os homens disputavam.
Sendo o esporte reconhecidamente relevante na sociedade que promove eventos grandiosos visando à expressão máxima dos valores e superação humana, como os Jogos Olímpicos, penso ser natural que a escola como maior agência de educação além da família assuma a responsabilidade de introduzir essa manifestação cultural logo nos primeiros anos de escolarização das crianças. Perceba que é na escola que se aprende a compreender e a interpretar o fenômeno esportivo, e a fazer parte dele por meio da prática voluntária incorporada ao estilo de vida.
Na escola o esporte assume objetivos educativos valorosos para a formação, tendo características prioritárias para a inclusão de todos independentemente dos níveis de habilidades, sendo o rendimento esportivo uma opção para os alunos, e não uma condição de participação. Esse aspecto peculiar à educação não impede, aos que desejam fazer parte das equipes de competição, participarem dos treinamentos das equipes escolares ou serem conduzidos pelos professores aos clubes de alto rendimento.
Pesquisas recentes afirmam que a educação física traz o intuito de diminuir ou mesmo extinguir preconceitos quando se refere às pessoas com deficiência na prática dos esportes. Em um conceito plural de inclusão, os professores devem garantir experimentações com os mesmos objetivos, mas com adequações, de modo que todos possam ter condições de participar ativamente. Certamente essa mediação pedagógica deve ser inovadora no sentido de não menosprezar as capacidades das pessoas com deficiência, descaracterizando o ensino e tornando a atividade excessivamente fácil, o que não contribui para avanços.
Entre os grupos reconhecidos como os de mais baixa participação e exclusão na aprendizagem dos esportes além das pessoas com deficiência, encontram-se as meninas, grupo no qual a desistência na adolescência traz em si os prejuízos pela ausência do usufruto dos benefícios proporcionados pela prática esportiva ao longo da vida. Observe que recai sobre o professor a responsabilidade em aplicar técnicas de ensino e estratégias metodológicas, que ampliem as possibilidades de participação e êxito das meninas durante as aulas de educação física capazes de promover a autopercepção de competência motora positiva.
A primeira participação feminina em Olimpíadas aconteceu em 1900 e em apenas duas modalidades: tênis e golfe. Mas as proibições seguiram. No Brasil, chegaram até a oficializar um decreto-lei que proibia as mulheres de praticarem esportes “incompatíveis com a sua natureza”, como o futebol, a luta e muitos outros. Somente em 1979 ele foi derrubado. Conheça a saga das mulheres em busca da igualdade de direitos para o esporte: Link
Segundo organismos internacionais, há fortes evidências de que a participação feminina em esportes pode ajudar a quebrar estereótipos de gênero, melhorar a autoestima das mulheres e contribuir para o desenvolvimento de habilidades de liderança. O Relatório Movimento é Vida (PNUD, 2017) afirma que, para avançar na equidade de gênero, é necessário incluir políticas públicas afirmativas em todos os setores junto com uma transformação nas atitudes culturais, de maneira a modificar os estereótipos tradicionais sobre o papel das mulheres na sociedade e suas supostas limitações.
No contexto escolar, a educação física é a única disciplina que efetivamente ensina as atividades físicas e esportivas.
Nas aulas os alunos aprendem de forma eclética várias modalidades esportivas, contribuindo para que sejam socialmente participativos apresentando um repertório motor eficiente, seguro e diversificado. Aprendem e aplicam nas experiências de convívio social os valores humanos e fair play no respeito às regras, aos professores e árbitros, aos colegas e adversários. Vivenciam a importância de um comportamento solidário e de gentileza quando competem ou simplesmente jogam, colaborando para o desenvolvimento de uma cultura de paz.

São inúmeros os posicionamentos afirmativos presentes em estudos e recomendações referindo-se ao esporte, quando ele é desenvolvido com intencionalidade educacional sob a orientação de um profissional de Educação Física, como um fenômeno que poderá possibilitar a aprendizagem de habilidades socioemocionais. Aspectos como tolerância à frustração, empatia em relação ao próximo, busca por objetivos comuns e individuais, disciplina, respeito à diversidade e às diferenças, superação, cooperação e autoconhecimento estão presentes nas situações e nos desafios vivenciados na prática esportiva.
A Unesco reconhece o potencial do esporte para aproximar culturas e sociedades, promover uma cultura de paz, prevenir a violência e se apresentar como importante ferramenta educacional na luta contra a discriminação e o racismo. São posturas que se aprende na prática de uma atividade ao reconhecer e entender o seu valor para uma experiência coletiva e cidadã harmoniosa. Percebe que, sendo uma condição de aprendizagem, somente sob uma orientação qualificada o esporte como ferramenta será capaz de contribuir com a emancipação das pessoas?
Outro movimento conhecido em defesa da paz é o olimpismo, que propaga valores do esporte, como a igualdade, o respeito pelas pessoas, a justiça, a compreensão e a autonomia. Segundo os estudos, são considerados fatores protetores e fomentadores da resiliência
e da cultura de paz entre jovens em situação de exposição à violência.
Para os estudos olímpicos, o esporte é um meio para o cultivo de atitudes pacíficas que geram amizades e promovem a tolerância e a convivência com a diversidade de forma solidária. Associado às políticas de inclusão social,
promove a coesão das comunidades, o diálogo intercultural e a cultura de paz.

O cultivo de uma cultura de paz é desafiador diante dos conflitos e dos retrocessos relativamente à perda de direitos das minorias excluídas. Quando se associa a um movimento que prima pelos valores humanos como o olimpismo, importa que você, professor, reflita sobre esse diálogo de ações prepositivamente humanas numa perspectiva pedagógica em favor da inclusão das pessoas. O que se espera é que você, com uma intervenção profissional de qualidade, transforme por meio do esporte aqueles que vivem em um meio que desfavorece escolhas positivas. É capacitar para o enfrentamento das derrotas da vida e aprender a agir nas vitórias utilizando uma postura resiliente e respeitosa.
Para uma cultura de paz, as Nações Unidas defendem a existência de um ambiente sustentável para além do combate à fome e à pobreza. Reportam-se igualmente à promoção de vida saudável, à educação inclusiva, às garantias da igualdade de gênero, ao crescimento econômico sustentável, à diminuição da iniquidade e à proteção ambiental do planeta.
Uma reflexão necessária refere-se às limitações acerca do esporte como fator de superação das dificuldades sociais. Pense na infraestrutura disponível, quer seja em escolas, quer seja em espaços públicos, que não apresenta condições de atender às necessidades crescentes de incluir todos pelo esporte. Diversos projetos e programas agindo de forma isolada sem definição metodológica da utilização do esporte como ferramenta não tem sido meio eficaz.
A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável destaca que o esporte é reconhecido como um facilitador importante do desenvolvimento e da paz, favorecendo a tolerância e o respeito entre as pessoas, empoderando especialmente as mulheres, os jovens e as comunidades.
Olimpismo é uma filosofia social que enfatiza o papel do esporte no desenvolvimento biopsicossocial pessoal e comunitário na perspectiva da coexistência pacífica por meio do trabalho com o esporte, cultura e educação como base para a promoção da formação pessoal, social e moral.
“Pódio para Todos” é um documentário da Netflix sobre as paralimpíadas.
Conta a história extraordinária dos Jogos Paralímpicos. Dos escombros da Segunda Guerra a terceiro maior evento esportivo do planeta, as Paralimpíadas deram início a um movimento global que continua mudando a perspectiva da sociedade sobre deficiência, diversidade e potencial humano. Atletas de elite, dirigentes e ativistas refletem sobre os Jogos Paralímpicos e o seu impacto global na forma como vemos a deficiência, a diversidade e a excelência.
Você já imaginou as possibilidades quando se utiliza o esporte para inclusão lançando mão de estratégias voltadas ao desenvolvimento humano de forma abrangente? Sente-se capaz de utilizar o esporte como meio que possibilite ações que tenham impacto social considerado e fazendo uso de todo potencial como instrumento de desenvolvimento e transformação social?
Juntar(-se) a; inserir(-se), introduzir(-se), misturar(-se). Tudo isso remete ao sentido maior de inclusão aos diversos grupos sociais que clamam por direito à igualdade de oportunidades de participação. A inclusão social pelo esporte acontece quando uma pessoa com deficiência, ao participar de um programa, é respeitada e tem acesso a adaptação de materiais e espaços sob a orientação de um profissional de Educação Física que apresente conhecimentos metodológicos e aplique estratégias de ensino eficazes e específicas para este grupo.
No entanto, outras formas de inclusão são necessárias quando o esporte está em pauta. A aprendizagem das técnicas para a prática do esporte requer uma base sólida de habilidades que gerem competências motoras fundamentais, de transição e especializadas. Hoje muitas crianças e adolescentes que participam das aulas de educação física não conseguem, ao concluírem a educação básica, mostrar aprendizagem satisfatória para expressar-se nas atividades socialmente relevantes como o esporte – em especial, as meninas.
Nesse contexto, o alargamento do sentido de inclusão por você, professor, e pelos gestores da educação e do esporte no Brasil já poderá ser considerado um avanço para o enfrentamento ativo da exclusão.
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Link
Para aumentar a conscientização sobre o potencial do esporte, o dia 6 de abril foi declarado o Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz (IDSDP) pela Assembleia Geral da ONU. A adoção deste dia significa o crescente reconhecimento por parte da ONU da influência positiva que o esporte pode ter no avanço dos direitos humanos e no desenvolvimento social e econômico. A Assembleia Geral da ONU também reconhece o papel que o Comitê Paralímpico Internacional desempenha ao apresentar as conquistas dos atletas com deficiência a um público global e ao atuar como o principal veículo para mudar as percepções da sociedade sobre o esporte para pessoas com deficiência. Link
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É graduado em Educação Física pela Universidade de Fortaleza (Unifor), com especialização em Psicomotricidade (FLACSO) e mestrado em Educação em Saúde (Unifor). É doutor em Ciências da Educação, no ramo da Didática do Ensino da Educação Física e do Desporto, pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, em Portugal. É pós-doutor na especialidade de Educação para a Saúde, pelo Centro de Estudos de Educação e Promoção da Saúde da Universidade de Lisboa, Portugal. É professor adjunto da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e desenvolve estudos, pesquisas e aplicação das Metodologias Ativas para o Ensino da Educação Física. É criador do Modelo Ativo e Reflexivo de Ensino na Educação Física e membro efetivo, fundador e presidente da Comissão de Educação Física Escolar do Conselho Federal de Educação Física (Confef). É líder do Núcleo de Investigação em Atividade Física na Escola (Niafe) e presidente da Conferência Internacional de Atividade Física e Promoção da Saúde na Escola (Cinapse)
Carlos Henrique Santos da Costa é cartunista e jornalista por formação. Trabalhou no O POVO (Fortaleza/CE) de 1998 a 2019. Colaborou para a revista MAD (SP) de 2003 a 2016. Publicou em 2003 uma história em quadrinhos no jornal Extra, de Nova York (EUA). Ganhou em 2015, junto com a equipe de arte do O POVO, o prêmio Esso de Jornalismo na categoria Criação Gráfica. Em 2016, o Prêmio Ângelo Agostini de “Melhor Cartunista” e dois Troféus HQ MIX em parcerias. Participou de projetos como Tarja Preta (RJ), Escape (SP), Gibi Quântico (SP) e Marcatti 40 (SP).