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Apresentação





Considera-se pessoa com deficiência (PcD) aquela que tem um impedimento a longo prazo, de natureza física, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas (BRASIL, 2015).
Segundo estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo existem mais de 1 bilhão de pessoas que apresentam algum tipo de deficiência e têm a vida dificultada pela falta de condições de acessibilidade (BRASIL, 2011).
No Brasil há cerca de 45,6 milhões de PcD, e esse número representa 23,9% da população do País. O maior percentual está na Região Nordeste, com 26,6%, e o estado do Ceará tem uma das maiores incidências, que corresponde a 27,7% (IBGE, 2010).

Esses números demonstram que uma grande parcela da população brasileira tem algum impedimento de natureza sensorial, físico-motora ou cognitiva que causa impacto no seu cotidiano, que é prejudicado por alguma barreira de acessibilidade.

Qualquer comportamento que limite ou impeça a participação social da PcD e o exercício de seus direitos a acessibilidade, liberdade de movimento e expressão, e comunicação ao acesso à informação, à compreensão e à circulação com segurança, entre outros, é classificado como barreiras (BRASIL, 2015). Elas podem ser:

  • Urbanísticas: existentes nas vias e nos espaços públicos e privados, abertos ao público ou de uso coletivo. Exemplo: obstrução de rampas, piso tátil com obstáculos à frente ou esgoto passando pelas rampas;

  • Arquitetônicas: aquelas que causam limitações nos edifícios públicos e privados. Exemplo: ausência de rampas, piso tátil ou elevadores;

  • Transportes: presentes nos sistemas e meios de transporte. Exemplo: transporte sem elevador ou assentos reservados;

  • Nas comunicações e na informação: obstáculo ou comportamento que dificulta a expressão ou o recebimento de mensagens e informações por intermédio de sistemas de comunicação e tecnologia da informação. Exemplo: ausência da disponibilidade de acervo em Braille, intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) ou prancha de comunicação;

  • Atitudinais: consistem em comportamentos de terceiros que impeçam ou prejudiquem a participação social da PcD em equidade de condições e oportunidades com as demais pessoas. Exemplo: estacionar em vagas exclusivas, obstruir o acesso a informação ou participação em sociedade de forma ativa;

  • Tecnológicas: que dificultam ou impedem o acesso da PcD às tecnologias. Exemplo: ausência de tecnologia assistiva adequada para o público.

Tá na lei


A Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000, trata do combate às barreiras com critérios básicos para gerar inclusão e acessibilidade da PcD.

Pensando no combate a essas barreiras, professor, são necessárias medidas e critérios a serem observados em relação à acessibilidade no Brasil. Nesse sentido, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) atualizou em 2020 a norma 9050 - “Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos” na intenção de gerar uma situação de equidade, oportunidade e acesso.

O papel do profissional de Educação Física dentro do ambiente escolar e esportivo é de ser um agente de transformação e de inclusão da PcD. Por outro lado, a literatura tem indicado que existem algumas dificuldades na escola no que tange ao ensino de qualidade da educação física e esportes para essa parcela da população (BATAGLION; MAZO, 2019).

Essas dificuldades precisam de atenção especial, e o esporte tem papel fundamental, visto que é um meio de inclusão da PcD na sociedade assim como oportuniza a verificação dos seus limites e potenciais. Além disso, traz benefícios a eles, como: chance de experimentar movimentos, melhorar a autoconfiança, autovalorização, autoestima, capacidade física e aptidão (CARDOSO, 2011).

Por esse motivo, professor, é fundamental a compreensão do seu papel na vida dos seus alunos com deficiência na escola, pois a acessibilidade deles deve ser garantida por instituições públicas e privadas, conforme os artigos 27, 42, 43 e 44 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015.

Esporte participação, esporte educacional, esporte performance e esporte reabilitação: possibilidades em relação à PcD





Professor, ao assumir seu papel, você tem diferentes maneiras de organizar o seu trabalho com os esportes. São elas (ARAÚJO MENDES; RAMOS; SILVA, 2017; COSTA; SOUSA, 2004):
No esporte reabilitação, há a pretensão de ultrapassar a barreira do terapêutico, com a criação de novas possibilidades e interação entre as pessoas com deficiência (COSTA; SOUSA, 2004). Para o desenvolvimento desse processo, é fundamental a presença de uma equipe multidisciplinar, com conhecimentos específicos relacionados a pessoas com deficiências congênitas ou adquiridas, objetivando a prevenção de futuras deformidades, melhoria das atividades de vida diárias, promoção da autonomia, independência e encaminhamento para adaptações em equipamentos necessários (tecnologias assistivas).

Todo o processo de trabalho e anamneses são realizados dentro e fora do ambiente de reabilitação e podem ser baseados em métodos adaptados para o público com deficiência. Por exemplo, pilates, treinamento funcional, PNF, Bobath, trilhos anatômicos, TRX, Bad Ragaz e Halliwick, assim como demais exercícios específicos respeitando a individualidade de cada aluno. Após todo o processo, são encaminhados à iniciação no esporte.

O esporte participação tem foco no bem-estar social do indivíduo e princípio na ludicidade (ARAÚJO MENDES; RAMOS; SILVA, 2017). Essa forma de experimentação geralmente acontece no período de contato inicial. No caso da PcD, você deve analisar o potencial residual do aluno, entender as modalidades adaptadas compatíveis com a deficiência e oportunizar o maior número de experiências dentro do esporte adaptado. O objetivo principal é trabalhar para que o aluno com deficiência possa aperfeiçoar seu autoconceito, relações interpessoais e desenvolver habilidades físicas que promovam ganhos e autonomia nas atividades de vida diárias.

No esporte educação, há ligação com a integração social e evoluções psicomotoras, com caráter educativo (ARAÚJO MENDES; RAMOS; SILVA, 2017). Nesse caso, dentro do ambiente escolar, você, como professor, trabalha de forma lúdica e tem um universo de possibilidades para desenvolver o aluno em diversas áreas, sendo um agente de transformação e de inclusão escolar com o trabalho interdisciplinar baseado no olhar para as potencialidades a serem desenvolvidas pela PcD.

Então, o esporte neste caso atua como um meio fundamental de descoberta do próprio corpo e de novas habilidades, possibilitando metodologias acessíveis, como a inclusão reversa, em que alunos com deficiência podem interagir com esportes adaptados, e os indivíduos sem deficiência participam da atividade adaptada para PcD, desenvolvendo empatia e senso de responsabilidade com o outro, tornando o ambiente mais agradável e inclusivo.

Há também o esporte performance, com caráter mais técnico em relação às regras oficiais e busca pela vitória nas competições (ARAÚJO MENDES; RAMOS; SILVA, 2017). Portanto, seu papel ao trabalhar atletas de rendimento em clubes ou instituições especializadas no paradesporto é trazer um viés mais técnico, buscando extrair ao máximo as potencialidades do atleta. É importante para a fase de preparação dele e a escolha da modalidade a ser desempenhada em alto rendimento, com métodos de treinamento respeitando a individualidade biológica e com estímulos adaptados e adequados ao atleta.

É fundamental a presença de uma equipe multiprofissional e equipamentos específicos de cada modalidade esportiva adaptada para propiciar o cenário necessário de participação, como próteses de lâmina de fibra de carbono para amputados, cadeiras de rodas esportivas e implementos de cada modalidade em alta qualidade.

Cada uma dessas maneiras permite a participação e inclusão da PcD quando trabalhada de forma adequada por um profissional qualificado.

O processo inclusivo de PcD nos ambientes esportivos, relações sociais estruturadas, acessibilidade aos diversos ambientes e participação efetiva nas atividades esportivas



As instituições para PcD buscam garantir que esses cidadãos sejam incluídos de forma plena na sociedade e, com esse objetivo, diversas organizações não governamentais (ONGs) e governamentais têm utilizado o esporte como meio. Algumas instituições desenvolvem um trabalho de excelência em diversas áreas com foco central na intervenção, na inclusão e no atendimento especializado para o PcD.

A mudança do olhar e a quebra das barreiras de acessibilidade são uma luta das instituições, dos profissionais, dos familiares e das pessoas com deficiência para que a sociedade passe a olhar para as potencialidades da PcD em vez das limitações. No Brasil e no Exterior, existem ONGs de apoio às pessoas com deficiência, e o conhecimento dessas entidades é importante não apenas para esses indivíduos e suas famílias, mas para a sociedade como um todo. Afinal, é fundamental que essas iniciativas sejam popularizadas, para que atinjam mais pessoas e consigam mais apoio. As instituições especializadas no atendimento da PcD são de vários tipos:

Educacional: O Centro de Referência em Educação e Atendimento Especializado do Ceará (Creaece) faz parte da Secretaria de Educação do Estado do Ceará (Seduc), sob decreto nº 31.221, desde 2013. Seu atendimento concretiza a política educacional e garante direito das PcD, por meio do trabalho desenvolvido nos eixos: Atendimento Especializado, Produção de Material de Estudo para Deficientes Visuais e Formação Continuada de Professores e Demais Profissionais com Atuação na Educação Especial.

Assim, professor, a missão do Creaece é contribuir com a educação especial no Ceará, a partir do trabalho desenvolvido nos três eixos citados para a promoção do desenvolvimento das PcD e pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) ou altas habilidades/superdotação que estejam matriculados na rede de ensino regular. O papel, a consciência da importância do esporte e o olhar do professor são fundamentais para efetivar esses objetivos.

Reabilitação: o Hospital Sarah atua em nove unidades distribuídas em oito unidades da federação: Distrito Federal, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Ceará, Rio de Janeiro, Amapá e Pará. Proporciona mais de 19 milhões de procedimentos anualmente. Seus objetivos consistem em:

Prestar assistência médica e de reabilitação, de excelência e gratuita, nas áreas neurológica e ortopédica; Desenvolver programas de formação e qualificação para estudantes e profissionais de outras instituições e manter programas de educação continuada para profissionais; Exercer ação educacional na sociedade visando prevenir a ocorrência das principais doenças atendidas na Rede SARAH; desenvolver pesquisa científica” (REDE SARAH, 2021).

Profissionalizante: um exemplo é o Centro de Profissionalização Inclusiva para a Pessoa com Deficiência (Cepid), que, segundo a gestora, Regina Tahim:



Foi criado com o propósito de preencher uma lacuna apontada pelo empresariado cearense relacionada à contratação da pessoa com deficiência - a de que esse público não possuía qualificação profissional, o que inviabilizava sua contratação no mercado de trabalho. É um projeto de capacitação e intermediação para o mercado de trabalho, com inserção também através do paradesporto, criado em 2013 e inaugurado oficialmente em 2014; desde então tem desenvolvido e apoiado uma série de ações que visam à inclusão da pessoa com deficiência nos mais variados âmbitos da sociedade. De lá para cá, já foram realizados quatro concursos Ceará Moda Acessível, duas corridas Cepid, além de inúmeros cursos de qualificação profissional, encaminhamentos e inserção no mercado de trabalho, e participação em competições locais, regionais, nacionais e internacionais. Em números, o Cepid já cadastrou 11.856 pessoas, das quais 4.355 são PcD. Já foram qualificadas 4.483 pessoas, sendo 1.365 PcD. A inserção no mercado já se deu para 1.530 PcD e 198 para pessoas sem deficiência, totalizando 1.728 pessoas inseridas. E já foram oferecidas turmas de paradesporto nas modalidades de basquete em cadeira de rodas, handebol em cadeira de rodas, taekwondo, futebol de 5, powersoccer, tênis de mesa, tênis de quadra, natação e hidroginástica, chegando a beneficiar até 167 paratletas por mês. Atualmente o Cepid é tido como referência no Estado do Ceará em relação ao trabalho de qualificação e encaminhamento da pessoa com deficiência, além de um importante parceiro no desenvolvimento do paradesporto cearense” (REGINA TAHIM - Gestora do Cepid, 2021).

Esportiva: A Associação D’Eficiência Superando Limites (Adesul) é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 2015. Sua missão é melhorar a qualidade de vida das PcD, especialmente por meio do esporte. É uma instituição que visa garantir condições de equidade junto à sociedade com a PcD sendo protagonista das suas ações.


Fala, professor


PENSAMENTO DO PROFESSOR SAMUEL, DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO CEPID, SOBRE A INSTITUIÇÃO E O ESPORTE NA VIDA DA PCD:

“Toda pessoa com deficiência que chega ao Cepid pela primeira vez se sente bem acolhida por causa do ambiente acessível, confortável e com profissionais qualificados para lidar com o público específico, fazendo que as PcD vejam o Cepid como sua segunda casa, principalmente quando a PcD realiza alguma atividade esportiva. Sabemos que o esporte é uma ferramenta transformadora e, para a pessoa com deficiência, isso ocorre de forma mais enfática. No Cepid, além de o esporte ser trabalhado como profissionalização, é trabalhado principalmente como capacitação, para a pessoa com deficiência se tornar mais independente, para se sentir mais útil e, com isso, conseguir viver da melhor forma possível. Vejo o Cepid hoje para a pessoa com deficiência tão necessário quanto uma bengala para um cego.”

Nela o esporte adaptado é utilizado como meio de transformação social, mas essa não é a única frente de trabalho da entidade atualmente. Além das atividades esportivas, são oferecidos para os seus associados: incentivo à formação acadêmica, com bolsas de estudo em universidades particulares (Projeto Atleta Nota 10); desenvolvimento de ações sociais para atletas e comunidades próximas, em situação de vulnerabilidade social (Projeto Mãos que se unem, laços que se fortalecem); programa de empregabilidade baseado na legislação de cotas (Projeto Atleta Trabalhador); incentivo ao empreendedorismo, com ações de divulgação nas redes sociais e participação de quiosques solidários (Projeto Atleta Empreendedor); busca por parcerias para serviços de saúde e prevenção, como o Projeto Medicina Esportiva, desenvolvido pela Secretaria do Esporte e Juventude (Sejuv) e o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), com atendimentos e serviços de ortopedia e ações de atendimento em saúde com instituições parceiras (Projeto Saúde inclusiva).

Fala, professor


PENSAMENTO DO PROFESSOR CLAUDIO SANTOS, DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO CREAECE, FAIXA PRETA 3º DAN, SOBRE OS IMPACTOS DO JUDÔ E OS OBJETIVOS DA INSTITUIÇÃO NA VIDA DA PCD:

“A prática do judô inclusivo no Creaece tem um impacto significativo na evolução dos alunos atendidos, no aspecto físico, emocional ou social [...] Nossos alunos participam de eventos e campeonatos organizados pela Federação Cearense de Judô, sempre com muito empenho, mostrando que, apesar da deficiência, são competitivos como qualquer outra pessoa e adoram executar um bom papel [...] Portanto, o objetivo do judô inclusivo do Creaece é apresentar essa arte, filosofia e esporte para nossos alunos, mas, acima de tudo, mostrar para eles que, sim, eles podem fazer ou serem o que eles quiserem, pois a limitação está dentro de cada um. Cabe a nós, enquanto profissionais, incentivá-los a buscar o seu melhor, sempre com responsabilidade, respeito, e, acima de tudo, muito carinho e amor, porque eles merecem sempre o nosso melhor.”

Além disso, há um trabalho constante voltado para o desenvolvimento do atleta, com apoio em inscrições em editais de bolsa, busca de apoio para participação em competições e oferta de treinamentos em locais acessíveis e de qualidade, acompanhados por profissionais de Educação Física e fisioterapeutas registrados nos conselhos de classes profissionais (Projeto Esporte para Todos e Atleta de Elite).

A base do trabalho da Adesul é a sensibilidade de reconhecer o potencial de todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos com alguma deficiência sensorial, intelectual ou física/motora envolvida na associação, para que se tornem indivíduos atuantes na sociedade e, consequentemente, independentes.

Atualmente, a Adesul oferece 13 modalidades adaptadas ou paralímpicas aos seus 250 associados: basquete em cadeira de rodas, bocha adaptada, futebol de 5, futebol de amputados, goalball, handebol em cadeira de rodas, judô, parabadminton, paranatação, paratletismo, powersoccer, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado.

É importante salientar que a Adesul atua dentro dos moldes legais da Lei Brasileira de Inclusão – LBI 13.146/2015, que objetiva assegurar os direitos das pessoas com deficiências, promover a equiparação de oportunidades, proporcionar autonomia e oferecer acessibilidade em todo o território brasileiro, buscando a assimilação de direitos e deveres das pessoas com deficiências.

Casos de sucesso no esporte inclusivo



Professor, para melhor compreensão do potencial de transformação da PcD por meio do esporte, serão apresentados casos reais de sucesso e transformação de vida a partir do olhar da pessoa com deficiência e de seus familiares. Observe os depoimentos, começando pelo caso do Eduardo Sousa, de 34 anos, que teve amputação de membro superior e, a partir do esporte, buscou recomeçar a vida. Leia a história:

Quando eu perdi meu braço, num acidente de moto, fiquei muito tempo parado, sem ter um propósito de continuar quanto ao que eu fazia antes. Aí, eu iniciei uma faculdade com aquela vontade de se enquadrar novamente no mercado. Comecei a faculdade de Direito e eu tive a oportunidade de conhecer paradesporto. Iniciei em 2015 com a paranatação. Eu me apaixonei por esse mundo, abriu um leque em várias formas, em relação a competição, viagens, ganho, experiência de vida, você conhece novas pessoas, novas vivências, novas lutas de superação. Em relação à vida, a gente fica com mais determinação de treinar; a gente tem que zelar a saúde em primeiro lugar, o nosso corpo é o nosso meio de desenvolver o nosso esporte, a gente tem que cuidar bem, se alimentar. Em relação a antes: eu era praticamente sedentário, não fazia nenhum esporte, apenas jogava futebolzinho e ainda era pouco por conta da deficiência. Só tenho a agradecer a todo mundo, ao pessoal da Adesul, do Felipe, que trouxe esse novo mundo do esporte adaptado, que dá aquela chance de você ganhar e também a gente perde para aprender. A gente fica frustrado com a derrota, mas tem aquela oportunidade de, mais à frente, conseguir a vitória. Atualmente estou em segundo lugar no ranking nacional na prova de arremesso de peso, o que é motivo de muito orgulho. Antes eu era sedentário, cuidava da minha vida, mas não tinha a oportunidade que eu tenho hoje depois de paratleta. Já tenho dois cursos de pós-graduação com bolsas de estudo, por conta do esporte e tenho vários amigos” (EDUARDO SOUSA, 2021).


Confira


A Adesul foi responsável pela organização da primeira edição dos Jogos Paradesportivos de Fortaleza – Parafor. Veja.

Saiba mais


ACOMPANHE A ADESUL

Para que a PcD seja atendida da melhor forma, chegando aos casos de sucesso no esporte inclusivo, é ideal que haja uma boa articulação entre as instituições, e essas possam realizar encaminhamentos e um trabalho multiprofissional de acordo com a área de atuação específica.

CONHEÇA OUTRAS ASSOCIAÇÕES E CONFEDERAÇÕES PARADESPORTIVAS VOLTADAS PARA A PCD NO BRASIL:

  • Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Roda
  • Associação Nacional de Desporto para Deficientes
  • Confederação Brasileira de Desporto de Deficientes Visuais
  • Comitê Paralímpico Brasileiro
  • Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de Rodas
  • Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Físicos
  • Associação Brasileira de Handebol em Cadeira de Rodas.

Outro paratleta foi Francisco Vilmar, de 51 anos, que passou por amputação transtibial e relata o processo do acidente sofrido, como ressignificou sua vida a partir do esporte e as possibilidades de retomar os estudos, além de deixar vícios e a vida sedentária. Perceba:

Sofri um acidente de trânsito há 8 anos; eu tinha 42 anos na época e nunca tinha praticado esporte na minha vida. Por conta do acidente, procurei a natação como forma de reabilitação e foi algo que foi dando certo. Eu me tornei um paratleta, principalmente no atletismo. Comecei na natação, mas logo o professor viu uma possibilidade de eu me encaixar em várias modalidades e hoje pratico o surfe adaptado, parabadminton, natação, futebol de amputados e atletismo nas provas de arremesso de peso, lançamento de dardo, disco e corrida de rua. Pretendo também entrar no salto à distância. Antes do acidente, eu não praticava nenhuma atividade física ou esporte, pelo contrário, eu bebi e fumei por 20 anos, e o esporte conseguiu restaurar a minha saúde e mudou a minha vida por completo. Hoje, graças a Deus, eu não fumo, fiz travessias no mar e corridas de rua, algo que nunca imaginei conseguir fazer. O esporte também trouxe a possibilidade de eu voltar a estudar, porque eu só tinha o ensino fundamental. Iniciei o ensino médio, concluí, fiz o Enem e consegui uma das melhores notas da escola. Também tive oportunidade de cursar faculdade, tive alguns problemas familiares que me afastaram da faculdade, mas eu consegui até o terceiro semestre. Tive oportunidade de ser um dos fundadores e me tornar vice-presidente da instituição Adesul, uma das maiores do Estado e uma das que mais representam o paradesporto no nosso país, algo de muito orgulho. Então, o esporte é isso, é transformação de vida, transformação no intelecto, de dentro da sociedade, porque eu comecei a ter conhecimento com outras pessoas através do esporte de outros estados e até de outras partes do mundo. Graças a Deus, eu busquei o esporte e foi uma ferramenta que mudou a minha vida!” (FRANCISCO VILMAR, 2021).


Fala, professor


PENSAMENTO DE DAVID XAVIER, PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DIRETOR ESPORTIVO DA ADESUL, SOBRE A INSTITUIÇÃO E O ESPORTE NA VIDA DA PCD

“Na Adesul, buscamos potencializar as inúmeras capacidades dos nossos atendidos, pois a prática esportiva é importantíssima para as pessoas independentemente de gênero e idade. A prática do esporte com regularidade traz inúmeros benefícios para a saúde física e mental dos praticantes. Além de melhorar a qualidade de vida, para as pessoas com deficiência, praticar esportes pode representar muito mais que saúde [...] No aspecto social, o esporte proporciona a oportunidade de socialização entre pessoas com e sem deficiências, além de torná-las mais independentes nas atividades de vida diárias. Isso sem levar em conta a percepção que a sociedade passa a ter das PcD, acreditando nas suas inúmeras potencialidades. A Adesul acolhe todas as pessoas com ou sem deficiência e direciona para o atendimento esportivo mais adequado. Os profissionais capacitados têm uma visão de pertencimento que extrapola os ambientes esportivos. Desenvolvemos 13 modalidades paradesportivas. Vou citar duas modalidades das quais sou técnico na Associação, que são o futebol de 5 e o powersoccer. São adaptações do futebol, mas têm suas especificidades bem diferentes: uma, voltada para o perfil da pessoa com deficiência visual e a outra, para deficientes neuromusculares e/ou pessoas com diagnósticos de patologias raras, o que impossibilita a mobilidade dos membros superiores e inferiores. Depois do acolhimento/triagem, é possível direcionar e potencializar, pois eles se sentem capazes e passam a ter o sentimento de pertencimento.”

Dois irmãos gêmeos, com paralisia cerebral, transformaram suas vidas por meio do esporte. Matheus e Marcos Cardoso, de 17 anos, tiveram suas limitações reduzidas e hoje têm uma qualidade de vida melhor. Observe nas falas:



Antes do esporte, eu achava que a minha vida era só ficar em casa mesmo, sem conversar muito com as pessoas. Depois do esporte, eu fiquei menos tímido e agora tenho novas metas de vida, ganhar numa competição grande ou entrar numa equipe profissional paraolímpica. Agora estou vivendo mais pelo esporte. Mudou minha saúde, comunicação e perspectiva de vida” (MATHEUS CARDOSO, 2021).


Antes do esporte, eu não tinha muita expectativa das coisas que eu fazia, não tinha muita ideia para nada. Depois eu conheci pessoas, fui aprendendo coisas, conheci lugares que pensei que nunca fosse ir e hoje ainda estou aprendendo. Sinto que tenho muito a aprender ainda, mas, se Deus quiser, eu vou ser um atleta bem melhor. O que ele mudou em mim foi que eu me sinto uma pessoa melhor, consigo ter novas ideias, consigo ter novas expectativas sobre tudo, consigo ser uma pessoa melhor tanto dentro do esporte como fora dele” (MARCOS CARDOSO, 2021).

A mãe dos irmãos Matheus e Marcus Cardoso, Dayana Cardoso, conta a experiência como familiar que acompanha de perto as transformações na vida dos filhos:

Antes do esporte na vida deles, era hospital todo dia, até nas viagens que eles faziam, e eles não tinham uma vida normal. Para eles, eram apenas dois meninos que só viviam em hospital, em todo tipo de médico. Eles viam outras crianças brincando, queriam fazer o mesmo e não conseguiam, até tentavam da forma deles. A gente veio do Pará para o Ceará. Ficava triste em vê-los tentando fazer muitas coisas sem conseguir. Depois que eles entraram na Adesul, começaram a fazer o esporte, e nossa vida mudou completamente. Hoje eles são pessoas ‘normais’. Acabou o negócio de hospital. Só vão ao hospital quando é necessário, as viagens já mudaram. Agora eles viajam para competir e fazem coisas que eles gostam, se sentem bem melhor [...] Hoje eles se sentem pessoas mais importantes” (DAYANA CARDOSO, 2021).

Também há o caso do Victor Hugo, de 23 anos, com paralisia cerebral. Ele teve realizado o sonho de se tornar um atleta paraolímpico. Veja:

Sou para-atleta e faço atletismo. As provas de que participo são arremesso de peso, lançamento de dardo, lançamento de disco e, às vezes, corrida de rua e natação. O esporte adaptado deu um sentido à minha vida de atleta, além de exercer meu papel na sociedade de inclusão social e minha percepção de competência e identidade pessoal, e não como deficiência física. Além da melhora geral na aptidão física, o esporte adaptado me auxiliou em um grande ganho de independência e autoconfiança para a realização das atividades diárias, além de uma melhora no autoconhecimento e na minha autoestima” (VICTOR HUGO, 2021).

A mãe do Victor Hugo, Juliana Cruz, também relata o processo de melhorias e superação na vida de seu filho. Leia:

O esporte trouxe muitas coisas boas para a vida do meu filho e para a minha, que sou mãe e o acompanho na vida esportiva. O meu filho antes era um rapaz mais acanhado, desmotivado, não se sentia ativo. Depois da vinda do esporte, ele se tornou um menino mais confiante, esforçado, que tem convicção do que quer. Tanto física quanto psicologicamente o esporte ajuda de maneira muito boa a vida do meu filho e a minha, que, acompanhando ele na trajetória esportiva, me sinto com dever cumprido. Mesmo ele tendo as limitações, ele está reagindo e reage com força, perseverança e garra naquilo que ele quer. O esporte para mim é algo importante que tem que ter na vida de todo ser humano, com deficiência ou sem deficiência. Que possa ter mais acessibilidade na vida de todo mundo” (JULIANA CRUZ, 2021).

Outra mãe que acompanhou o desenvolvimento e benefícios advindos da prática esportiva foi a Edcarla, mãe de Mayra Louise, 16 anos, com mielomeningocele.

Ela começou no esporte adaptado em 2017, quando conhecemos a Adesul. Até então, ela era uma adolescente com muitos problemas de saúde e triste. Depois que passamos a frequentar o esporte adaptado, ela se sentiu capaz de vencer suas batalhas. O esporte adaptado trouxe muitos benefícios tanto para ela como para a família, pois ela se mostrou capaz e hoje é uma atleta. Graças a Deus e ao esporte adaptado, hoje somos uma família feliz por vê-la progredir e ser uma adolescente muito feliz. Hoje ela consegue vencer todas as suas batalhas da vida por causa do esporte e eu agradeço muito porque a gente conheceu o esporte adaptado e a Adesul. Sou uma mãe muito feliz porque hoje a minha filha é uma pessoa com autoestima e satisfeita com a vida que ela tem” (EDCARLA, 2021).



Rosilene, mãe do Victor Weslley, 19 anos, com paralisia cerebral, acreditou no sonho do seu filho de entrar na universidade. Observe:

A bocha foi apresentada para o Victor aos 10 anos de idade, e ele só veio a competir aos 12 anos. De início, ele teve um pouco de dificuldades, por ser um jogo de pontaria, estratégia, habilidade e inteligência. Por causa da paralisia cerebral, alguns comprometimentos, como espasmos musculares, espasticidade, atetose e ataxia, atrapalham bastante no ato do arremesso, dificultando a ele chegar ao objetivo do jogo. Os seus arremessos não passavam de 1 metro de sua cadeira de rodas; muitas vezes, a bola Jack nem entrava no jogo. Com muito treino e dedicação, hoje vejo a evolução que ele tem no esporte, chegando a arremessar uma bola no fundo da quadra. Os benefícios que a bocha paralímpica trouxe para a vida do Victor vão além de melhorias na coordenação motora; ela também plantou um desejo de não parar seus estudos e ir muito além, fazer uma faculdade de Educação Física e se tornar um personal trainer ou até mesmo um técnico de bocha. Isso só mostra a força que o esporte tem, sempre transformando vidas” (ROSILANE, 2021).

Neste módulo tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o esporte adaptado e a importância do olhar para as potencialidades da PcD. O profissional de Educação Física tem um papel primordial nesse processo, e os benefícios vão além do esporte. Os ganhos em autoconfiança são levados para todas as áreas da vida das pessoas com deficiência, tornando-as seres ativos na sociedade e protagonistas das suas próprias histórias. Acreditem nos sonhos e os tornem possíveis, com o conhecimento e o olhar adequados.

Saiba mais


VEJA INDICAÇÕES DE FILMES, DOCUMENTÁRIOS E SÉRIES QUE RETRATAM CASOS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO ESPORTE:]

“Jogo cego”: conta a história de atletas paralímpicos com deficiência visual. O documentário une inclusão com esporte e mostra a rotina de alto rendimento dessas pessoas. Onde assistir: Amazon Prime

“Extraordinário”: Auggie Pullman é um garoto que nasceu com uma deformidade facial, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Onde assistir: Telecine Play

“Mais vivos do que nunca”: um médico alemão viaja para o Reino Unido para transformar a vida de seus pacientes, soldados paralíticos, que enfrentam a morte por negligência. Sua grande inovação ocorre quando o médico introduz o esporte na reabilitação deles. Onde assistir: Amazon Prime

“Pódio para todos”: mostra a situação das pessoas com deficiência nos Jogos Paralímpicos. Onde assistir: Netflix

“Paratodos”: mostra a trajetória, a vida e os desafios de atletas paraolímpicos das delegações brasileiras de natação, atletismo canoagem e futebol, em fase de preparação para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Onde assistir: Amazon Prime

“Meu nome é Radio”: em uma cidade racialmente dividida, o treinador Jones encontra um estudante deficiente intelectual chamado Radio e é inspirado a fazer amizade com ele. Onde assistir: YouTube Filmes

Nela o esporte adaptado é utilizado como meio de transformação social, mas essa não é a única frente de trabalho da entidade atualmente. Além das atividades esportivas, são oferecidos para os seus associados: incentivo à formação acadêmica, com bolsas de estudo em universidades particulares (Projeto Atleta Nota 10); desenvolvimento de ações sociais para atletas e comunidades próximas, em situação de vulnerabilidade social (Projeto Mãos que se unem, laços que se fortalecem); programa de empregabilidade baseado na legislação de cotas (Projeto Atleta Trabalhador); incentivo ao empreendedorismo, com ações de divulgação nas redes sociais e participação de quiosques solidários (Projeto Atleta Empreendedor); busca por parcerias para serviços de saúde e prevenção, como o Projeto Medicina Esportiva, desenvolvido pela Secretaria do Esporte e Juventude (Sejuv) e o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), com atendimentos e serviços de ortopedia e ações de atendimento em saúde com instituições parceiras (Projeto Saúde inclusiva).

Fala, professor


PENSAMENTO DO PROFESSOR CLAUDIO SANTOS, DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO CREAECE, FAIXA PRETA 3º DAN, SOBRE OS IMPACTOS DO JUDÔ E OS OBJETIVOS DA INSTITUIÇÃO NA VIDA DA PCD:

“A prática do judô inclusivo no Creaece tem um impacto significativo na evolução dos alunos atendidos, no aspecto físico, emocional ou social [...] Nossos alunos participam de eventos e campeonatos organizados pela Federação Cearense de Judô, sempre com muito empenho, mostrando que, apesar da deficiência, são competitivos como qualquer outra pessoa e adoram executar um bom papel [...] Portanto, o objetivo do judô inclusivo do Creaece é apresentar essa arte, filosofia e esporte para nossos alunos, mas, acima de tudo, mostrar para eles que, sim, eles podem fazer ou serem o que eles quiserem, pois a limitação está dentro de cada um. Cabe a nós, enquanto profissionais, incentivá-los a buscar o seu melhor, sempre com responsabilidade, respeito, e, acima de tudo, muito carinho e amor, porque eles merecem sempre o nosso melhor.”

Além disso, há um trabalho constante voltado para o desenvolvimento do atleta, com apoio em inscrições em editais de bolsa, busca de apoio para participação em competições e oferta de treinamentos em locais acessíveis e de qualidade, acompanhados por profissionais de Educação Física e fisioterapeutas registrados nos conselhos de classes profissionais (Projeto Esporte para Todos e Atleta de Elite).

A base do trabalho da Adesul é a sensibilidade de reconhecer o potencial de todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos com alguma deficiência sensorial, intelectual ou física/motora envolvida na associação, para que se tornem indivíduos atuantes na sociedade e, consequentemente, independentes.

Atualmente, a Adesul oferece 13 modalidades adaptadas ou paralímpicas aos seus 250 associados: basquete em cadeira de rodas, bocha adaptada, futebol de 5, futebol de amputados, goalball, handebol em cadeira de rodas, judô, parabadminton, paranatação, paratletismo, powersoccer, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado.

É importante salientar que a Adesul atua dentro dos moldes legais da Lei Brasileira de Inclusão – LBI 13.146/2015, que objetiva assegurar os direitos das pessoas com deficiências, promover a equiparação de oportunidades, proporcionar autonomia e oferecer acessibilidade em todo o território brasileiro, buscando a assimilação de direitos e deveres das pessoas com deficiências.

Referências

ABNT. Norma Brasileira 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 2020. Disponível em: https://www.caurn.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/ABNT-NBR-9050-15-Acessibilidade-emenda-1_-03-08-2020.pdf.
ARAÚJO MENDES, Denise Lima; RAMOS, Michael Daian Pacheco; DA SILVA, Osni Oliveira Noberto. ANÁLISE DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE QUIXABEIRA/BA EA ARTICULAÇÃO COM A POLÍTICA PÚBLICA DE ESPORTE E LAZER. Revista Observatorio del Deporte, p. 76-89, 2017.
BATAGLION, Giandra Anceski; MAZO, Janice Zarpellon. Paralimpíadas Escolares: representações sociais acerca do esporte paralímpico no Rio Grande do Sul. Revista de Educação da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Revasf), vol. 9, n.19, p. 353-385, 2019. https://www.periodicos.univasf.edu.br/index.php/revasf/article/view/550/367
BRASIL, 2015, Lei n. 13.146, de 6 de jul. de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Disponível em: http://www.planalto.gov.
BRASIL. Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. 2000. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10098.htm.
BRASIL. Portal Brasil. OMS diz que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo sofrem de algum tipo de deficiência 2011. [Acesso em 10/2/2013]. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2011/06/10/oms-diz-que-mais-de-1-bilhao-de-pessoas-no-mundo-sofrem-de-algum-tipo-de-deficiencia
CARDOSO, Vinícius Denardin. A reabilitação de pessoas com deficiência através do desporto adaptado. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 33, p. 529-539, 2011. https://www.scielo.br/j/rbce/a/KVK8XWkSVGyMZLxqXgB8kqH/?format=pdf&lang=pt
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REDE SARAH. Dados institucionais. Disponível em: https://www.sarah.br/a-rede-sarah/.

Autor(a) e Ilustrador(a)



Felipe Nogueira Catunda (Autor)

É graduado em Educação Física, com Licenciatura/Bacharelado pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), especialista em Fisiologia do Exercício Físico (Uece) e especialista em Gestão Educacional e Educação Especial (Faculdade Única). É presidente e fundador da Associação D’Eficiência Superando Limites (Adesul), gestor da Rede Estadual de Ensino (Seduc-CE), técnico de atletismo Nível II pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e diretor da entidade responsável pelo Futebol de Amputados Brasileiros (ABDF). É conselheiro do Conselho Regional de Educação Física da 5ª Região (Cref 5), membro da Comissão de Esporte do Conselho Federal de Educação Física (Confef) e membro do Grupo de Estudos em Educação Física e Desporto Adaptado (Gefda/UFC).


Guabiras (Ilustrador)

Carlos Henrique Santos da Costa é cartunista e jornalista por formação. Trabalhou no O POVO (Fortaleza/CE) de 1998 a 2019. Colaborou para a revista MAD (SP) de 2003 a 2016. Publicou em 2003 uma história em quadrinhos no jornal Extra, de Nova York (EUA). Ganhou em 2015, junto com a equipe de arte do O POVO, o prêmio Esso de Jornalismo na categoria Criação Gráfica. Em 2016, o Prêmio Ângelo Agostini de “Melhor Cartunista” e dois Troféus HQ MIX em parcerias. Participou de projetos como Tarja Preta (RJ), Escape (SP), Gibi Quântico (SP) e Marcatti 40 (SP).