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VAMOS TROCAR LIKES?

    O que é isso? / É um livro. / Como se desce a página? / Não desce. Eu viro a página. É um livro. / É tipo um blog? / Não, é um livro. / Cadê o seu mouse? Dá para fazer os personagens lutarem? / Não. Livro. / Ele manda mensagem? Entra no Twitter? Passa vídeos? / Não... é um livro, olha só... / Letras demais! Bom... E o que mais faz esse livro? Precisa de senha? De login? / Não, é um livro! Agora você vai me devolver? / Não. / Tudo bem, estou indo para a biblioteca. / Não se preocupe. Vou carregar a bateria antes de devolver. / Não precisa, é um livro burro! (Lane Smith em É um livro)

É um livro é uma bem-humorada fábula de Lane Smith sobre a suposta rivalidade entre o livro impresso e o digital. Um burro sentado com um computador no colo questiona ao macaco resmungão o que ele leva nas mãos. O tal objeto desconhecido é simplesmente um livro. Trata-se de uma ficção, mas representa bem as mudanças ocorridas a partir das relações entre tecnologia, comunicação, sociedade e novos suportes textuais.

Em tempos de diferentes dispositivos digitais, como e-books, e-readers, tablet, smartphones, conectados por inúmeras redes sociais e aplicativos, a noção de leitura e suas relações com o mundo midiático assumem outras vertentes, linguagens, gestos e posturas.
A possibilidade de trocar mensagens instantaneamente, seguir celebridades, curtir páginas de entretenimento ou acionar o sininho de notificação é atrativa demais e capaz de seduzir as pessoas de forma jamais vista em outros tempos históricos. Mais do que isso, a internet permite ao leitor proceder a uma rápida gestão do conhecimento, ao passo em que possibilita a localização de informação quase que imediata, compartilhada em outros tempos e espaços. Isso nos leva a indagar sobre a possibilidade de um novo tipo de leitor, cujas modalidades de leitura e escrita são mediadas por ecrãs, telas e interfaces. “Trata-se de um deslocamento na experiência fundamental de ler e de escrever” (FURTADO, 2010, p. 32).

Os aprendizes que crescem em uma cultura digital aprendem gestos e habilidades, apropriando-se e, ao mesmo tempo, criando elementos que condizem com as diversas formas de interação nesse meio. Com a chegada de novos suportes de informação, ampliando as possibilidades de uso e acesso, o leitor dispõe de mais dispositivos para ler e de mais modos de fazê-lo do que em épocas anteriores, ampliando, assim, as possibilidades de leitura e de apropriação do que é lido.

A internet e a progressiva convergência das tecnologias digitais, num ambiente de socialidade em rede, encarregaram-se de tornar viável uma leitura de mobilidade conectada. A expressão “Ler na Tela” torna-se habitual, evidenciando transformações no modo de comunicação na escrita em papel e na escrita virtualizada. Esse contexto digital tem contribuído para a reflexão sobre os possíveis usos sociais da leitura e da escrita em contextos diferenciados. Assim, aqui, convidamos a todos a refletirem sobre os desdobramentos dessas novas práticas de leitura no cotidiano das pessoas.

Neste último módulo de nosso curso, discutiremos as peculiaridades dos leitores em tempos de leituras cibernéticas, refletindo sobre suas práticas, peculiaridades e percepções em um contexto marcado pelo digital e pela conectividade. Não é foco tecer considerações sobre as mudanças nos processos de escrita, edição e distribuição do objeto livro, mas refletir e apresentar a importância do desenvolvimento de competências para lidar com o aparecimento de novos usos sociais do livro e das práticas de leitura. Além disso, busca-se suscitar as possibilidades de interação entre o incentivo à leitura e as novas tecnologias.

Vamos terminar como começamos: CONECTADOS! Esperamos que a travessia desse curso tenha sido tão prazerosa e produtiva para vocês, quanto o foram para todos nós, conteudistas, coordenadores, tutores e colaboradores da Universidade Aberta do Nordeste da Fundação Demócrito Rocha. Nessa caminhada, percebemos, em paisagens diversas e coloridas, o terreno fértil, que, bem semeado, poderá nos dar incontáveis frutos. No mínimo, contribuirão para reduzir a gigantesca desigualdade social existente neste país. Por um Brasil e um mundo melhor, com mais leitura, oportunidades e vida para todos! Sempre bem-vindos à nossa sala de aula virtual:


cursos.fdr.org.br

A LEITURA CONECTADA: GESTOS, LINGUAGENS E ESCRITA

Em meados da década de 1990, a utilização da internet difundiu-se pelo mundo a uma velocidade muito superior à de qualquer outro meio de comunicação já visto. A esse fenômeno convencionou-se chamar de terceira revolução da leitura, que se caracteriza pela leitura em suporte digital e pela transmissão eletrônica de textos. (CAVALLO; CHARTIER, 2001).

PARA ALÉM DO TEXTO


Os tablets são semelhantes aos e-readers no tamanho, mas possuem diferenças significativas. As telas dos tablets são coloridas e possuem outras funções, como recursos multimídias, leitor de PDF etc., enquanto as dos e-readers são monocromáticas e não respondem à pressão dos dedos. Os e-readers servem para ler jornais, livros e revistas. (FERNEDA; LANZI; VIDOTTI, 2015).

PUXANDO PROSA


Estudiosos dessa temática situam a primeira revolução da leitura no século XV com o surgimento da imprensa, e a segunda na última metade do século XVIII, com a massificação da oferta de livros e a passagem da leitura intensiva à leitura extensiva.

Por muito tempo, se pensou que as pessoas jamais se acostumariam a ler em um celular, pois a sua reduzida tela tornaria a leitura desagradável. Porém, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2016) contradiz essa concepção, quando revela que 56% das pessoas que leram um livro digital fizeram isso no celular ou no smartphone, sendo este último o dispositivo mais utilizado. (CARRENHO, 2016). Pergunta: você usou muito o seu smartphone para a leitura de nossos fascículos?

PUXANDO PROSA


A pesquisa Retratos de Leitura no Brasil (BRASIL, 2016) é a única pesquisa, em âmbito nacional, que tem por objetivo avaliar o comportamento leitor brasileiro (para a pesquisa, leitor é aquele que leu pelo menos parte de um livro nos últimos três meses).
De acordo com a última edição da pesquisa (2016), o número de pessoas que já usaram a internet cresceu de 81 milhões em 2011 para 127 milhões em 2015. Vale destacar que, entre os leitores, 81% são usuários da internet. Esses dados demonstram que os nossos leitores são os principais usuários e consumidores de informação na internet, embora 52% dos internautas a usem para ler notícias e obter informações. O número de leitura “tradicional” é ainda mais baixo na rede: apenas 16% leem jornais, 15% leem livros e 11% leem revistas.

Afinal, é à leitura que deveremos nos referir quando pensamos nos ícones do Facebook, Twitter ou Instagram. Nessas plataformas, a leitura é, aliás, a atividade mais realizada, evidenciando que “as práticas de leituras e escrita concretamente assumem em determinados contextos sociais, e isso depende fundamentalmente das instituições que propõem e exigem essas práticas” (SOARES, 1998, p. 75).

Ler em tempos de conectividade pressupõe a utilização de novos mecanismos de leitura, incorporados às tecnologias para novos textos apresentados em diferentes linguagens. Daí a importância do que chamamos de Letramento Digital. Apesar do conhecimento da escrita em si permanecer o mesmo como uma forma de linguagem, as novas condições de produção da informação digital determinam outras formas de organização do discurso, novos gêneros, novos modos de ler e de escrever (GOULART, 2011).

PUXANDO PROSA


O que significa ler nos dias atuais? Estamos diante de novas formas de leitura ou de novos leitores? Até que ponto o aparecimento de novos suportes modifica a nossa relação com a leitura? Será que mediar a leitura em formato digital pressupõe novas maneiras de incentivar o gosto literário?

PUXANDO PROSA


O letramento digital implica tanto a apropriação de uma tecnologia, quanto o exercício efetivo das práticas sociais de escrita e de leitura que permeiam a cibercultura. (SOARES, 2002). Em síntese, o letramento digital corresponde ao processo de desenvolvimento de competências para localizar informações no ambiente virtual visando à tomada de decisão e à resolução de problemas.

O hipertexto é uma realidade palpável, possibilitando uma leitura interativa de textos que misturam imagem e som, entre outros elementos multimídias. É lido de forma multilinear e multissequencial (SOARES, 2002), acionando-se links que constroem uma multiplicidade de caminhos na tela, sem respeitar uma ordem predefinida. Almeida (2008) afirma que o leitor-navegador não lê como o leitor de livro por justamente ter essa facilidade de mudar rapidamente a leitura, caso não goste.

Estamos chegando à forma de leitura e de escrita mais próxima do nosso próprio esquema mental: assim como pensamos em hipertexto, sem limites para a imaginação a cada novo sentido dado a uma palavra, também navegamos nas múltiplas vias que o novo texto nos abre, não mais em páginas, mas em dimensões superpostas que se interpenetram e que podemos compor e recompor a cada leitura. (RAMAL, 2002, p. 84)

O leitor, diante das possibilidades da internet, adaptou o seu modo de leitura linear para uma leitura mais flexível, dinâmica e interativa, já que o hipertexto associa texto, imagem, audiovisual e som no ambiente digital. Segundo Lévy (1999, p. 56), “um texto móvel, caleidoscópico, que apresenta suas facetas, gira, dobra-se e desdobra-se à vontade frente ao leitor”.

Então, podemos nos perguntar: o que muda nas práticas de LEITURA com a transposição ou desenvolvimento dos textos para o formato digital?
Um ponto que merece destaque é o formato de produções textuais que acompanha os leitores que nasceram e/ou cresceram em uma cultura digital e colaborativa (os chamados “nativos digitais”), utilizando ícones (emoticons e sinais gráficos) ou uma escrita abreviada para se comunicar.



Assim, podemos pensar que a escrita é uma construção simbólica permeada por esquemas linguísticos, constantemente associados às novas demandas sociais. Desse modo, quando aprendemos uma nova linguagem, estamos apreendendo sistemas de referências do mundo (FRANCHI, 1992, p. 42).

Tendo em vista que o ato de ler exige do leitor uma ação sobre o texto, essa prática é constituída por uma série de significados que ultrapassam a simples decodificação de símbolos. Portanto, ler na tela requer um sistema de convenções diferente daquele que regula a leitura em folhas de papel, assim como uma nova postura do leitor.

PUXANDO PROSA


Alguns estudiosos criticam duramente as abreviações utilizadas pelos jovens da Geração Polegar (RHEINGOLD, 2003), enfatizando que as mesmas prejudicam as formas cultas da língua. Em contrapartida, as crianças e adolescentes que cresceram se comunicando na internet, nas salas de bate-papo, enviando e recebendo mensagens de celular, praticam mais a escrita e apresentam um formato linguístico único, rico em detalhes e imaginação.

O LEITOR NA ERA DIGITAL

Você certamente já ouviu termos como internauta, nativo digital, navegador, blogueiro, youtuber e alguns outros que se referem às pessoas que estão sempre conectadas ou realizam atividades públicas na internet, por exemplo, criar um blog literário. São palavras que surgiram ou foram adaptadas com o universo cibernético e permitiram criar uma identidade própria para os leitores que vivenciam a cibercultura. Nesse modelo de convergência digital, não é mais possível que educadores, bibliotecários, editores, escritores e mediadores de leitura ignorem a necessária interação com esse público e suas linguagens e textos para formar leitores.


Os leitores escutam audiolivros, digitam em seus smartphones, ouvem músicas a partir de aplicativos, veem web séries, leem e-books, criam textos literários de autoria individual ou colaborativa e os publicam em redes sociais, tudo isso quase que simultaneamente, tendo em vista que uma das principais características do universo virtual é a velocidade com a qual as coisas acontecem e a execução de múltiplas tarefas.

Santaella (2004, p. 36), estudiosa desse fenômeno comunicacional e cultural, ressalta que, “fora e além do livro, há uma multiplicidade de modalidades de leitores. Há o leitor da imagem, desenho, pintura, gravura, fotografia. [...] hoje, esse leitor das telas eletrônicas está transitando pelas infovias das redes, um novo tipo de leitor, imersivo[...]”.

É basicamente através do conceito de leitor imersivo que a perspectiva de Lucia Santaella se insere em nossa discussão. A autora descreve as novas práticas de leitura imersiva “[...] como uma atividade nômade de perambulação de um lado para o outro, juntando fragmentos que vão se unindo mediante uma lógica associativa e de mapas cognitivos personalizados e intransferíveis” (SANTAELLA, 2004, p. 175).


PUXANDO PROSA


Você se considera um leitor digital porque está lendo este texto num ecrã? Ou porque participa do curso on-line e compra o jornal com o fascículo em papel para ler em sua casa?

De acordo com a autora, o leitor contemplativo, meditativo, oriundo do Renascimento, dispunha de um tempo e atenção específicos para a leitura, enquanto o leitor fragmentado, movente, que tem sua gênese junto ao aparecimento dos jornais, caracterizava-se como um leitor mais célere, de fragmentos, de linguagens híbridas. Hoje, o leitor imersivo “[...] não mais um leitor que segue as sequências de um texto, virando páginas, manuseando volumes, percorrendo com seus passos a biblioteca, mas um leitor em estado de prontidão, conectando-se entre nós e nexos, num roteiro multilinear, multissequencial e labiríntico[...]”. (SANTAELLA, 2004 p. 180).

É preciso enxergar o universo virtual como uma oportunidade crucial à formação do leitor, não como uma ameaça, pois esse universo traz consigo desafios incontestáveis de aprendizagem que vieram para ficar, além de colocar à disposição um mundo de informações em contexto de interatividade.

O MEDIADOR DA LEITURA CONECTADO

Afinal, o que muda no processo de incentivo e mediação da leitura? Quais estratégias podem ser empregadas para str promover a apreciação literária em tempos de cibercultura?


Nota-se que a inserção da população no âmbito digital exige mudanças nas habilidades de leitura, pois estamos nos deparando com novo formato linguístico e visual exclusivo da internet, daí a necessidade de um multiletramento. Diante disso, os profissionais da educação e da informação devem adequar-se às novas configurações para o aprendizado e, principalmente, vencer as barreiras geradas pelo desenvolvimento tecnológico, buscando meios de formar leitores na contemporaneidade.

Sob essas circunstâncias, é imprescindível elaborar situações de aprendizagem que levem em consideração o contato sistemático do leitor com o universo virtual, para aquisição do letramento digital mediante leituras hipertextuais, linguagens verbais e não verbais, pesquisas on-line, criação de blogs, busca e compartilhamento de informações em redes sociais, entre tantas outras possibilidades que levem ao domínio dessas tecnologias e à apropriação do que é lido. Muitas vezes, o usuário das redes sociais não otimiza o uso da internet por falta de conhecimento e incentivo sobre o que há de maravilhoso nesse universo, a exemplo das bibliotecas, arquivos e museus virtuais. Dessa forma, é importante que o mediador conheça as inúmeras possibilidades que o mundo conectado pode oferecer para serem trabalhadas em sala de aula, bibliotecas, rodas e oficinas de leitura.

PRÁTICAS DE LEITURA NO CIBERESPAÇO

Agora que já refletimos sobre a leitura e o leitor em tempos de conectividade, selecionamos algumas práticas e estratégias para incentivar o prazer de ler fazendo uso de recursos multimidiáticos disponíveis em rede:

#Redes sociais
Nessa categoria, optamos por apresentar o Youtube como mecanismo para apreciação literária através de vídeos. O Youtube é uma rede social e sua principal função é permitir que os usuários carreguem, assistam e compartilhem vídeos em formato digital. Vale destacar, que um novo fenômeno vem ganhando ampla proporção, principalmente no cotidiano do jovem, que é a produção e compartilhamento de informações através dos chamados “canais” dessa rede. Todos os dias, surgem novos segmentos com diferentes conteúdos abordados, como moda, música, beleza, livros e assuntos aleatórios abordados no universo real.

Um exemplo representativo de mediação literária na rede é a contação de histórias via Youtube. Você já assistiu a isso? Os internautas usam a internet para falar sobre as histórias dos livros que estão lendo ou que gostariam de ler. Fazem a contação de histórias de um modo por vezes mais descontraído e descompromissado do que vimos presencialmente nos palcos. O já quase tradicional “joinha” no final do vídeo vem traduzindo essa realidade das linguagens mediadas no cenário do ciberespaço. Apesar das particularidades da rede, o uso de vídeos on-line é uma maneira de apresentar esse espaço como possibilidades de criação no universo literário, além de se caracterizar como fonte para conhecer novas histórias e divulgar novos autores que, muitas vezes, estão fora do universo das editoras.


PUXANDO PROSA


No universo das redes sociais, vemos nascer os clubes do livro (ou clubes de leitura), encontros literários virtuais, contação de histórias, oficinas de leitura, blogs literários e muito mais. Você conhece ou participa de alguma dessas práticas no ciberespaço?

#Sites
Para exemplificar esse segmento, escolhemos o blog como ferramenta que permite não só a publicação de conteúdo digital, mas que propõe mecanismos para o desenvolvimento da escrita, da leitura e da criatividade. A produção de blogs é bem simples, cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos ou posts, possibilitando que o leitor expresse seus interesses de leituras e proporcione um espaço de trocas informacionais. Essa prática é uma maneira de ampliar o sentido de leitura, ao apresentar um novo arranjo textual e incentivar a interpretação de textos no formato virtual. Desse modo, o blog pode surgir no processo de aprendizagem educacional tanto relacionado à prática da pesquisa e aquisição informacional como ferramenta para o desenvolvimento da leitura, da escrita e da criatividade.


PARA ALÉM DO TEXTO


Conhecer a BNDigital é uma excelente oportunidade de ter acesso a documentos que fizeram parte da história do nosso país, afinal são 1.869.706 documentos de livre acesso. Saiba mais acessando: https://bndigital.bn.gov.br e viaje nessa aventura.

#Bibliotecas Digitais/Virtuais
As bibliotecas digitais, disponibilizadas no universo virtual, são uma ótima alternativa para acesso a obras literárias, principalmente dos clássicos e obras que são de domínio público (gratuitas e que dispensam os direitos autorais patrimoniais). Essas ambiências assumem papel importante para a democratização do acesso à leitura em todo o mundo. Além disso, também são muito importantes para que pesquisadores possam ter acesso a documentos históricos e raros, a exemplo da Biblioteca Nacional Digital (BNDgital), disponível on-line desde 2006, com o objetivo de digitalizar e disponibilizar materiais que compõem o patrimônio e a memória cultural do país. (BNDigital, 2018).


Quer conhecer mais algumas bibliotecas virtuais que podem interessar a você?
Anota aí:

http://www.dominiopublico.gov.br – aqui você vai encontrar obras literárias, vídeos e músicas de grandes escritores e artistas brasileiros e estrangeiros.

http://www.ufjf.br/bibliotecavirtualinfanti – essa biblioteca visa incentivar a leitura e a publicação de obras literárias infantis produzidas por novos escritores.

http://www.brasiliana.usp.br/ – contém obras de autores brasileiros, digitalizadas e em domínio público.

https://www.paulofreire.org/o-acervo-paulo-freire – Instituto Paulo Freire com acervo de livros.

http://www.wdl.org/pt/about/ – Biblioteca Digital Mundial criada pela Unesco, que disponibiliza acervos de todas as partes do mundo, em formato multilíngue.

http://www.museudapessoa.net – museu virtual e colaborativo, aberto a todos que querem conhecer histórias de vida ou mesmo registrar a sua.

CONCLUSÃO

Finalmente, acreditamos ser importante reafirmar que, embora o livro tenha evoluído para um fenômeno ainda mais global, não podemos reduzi-lo ao suporte físico ou cibernético. Temos que tratá-lo na amplitude do conceito da produção de conhecimento e das exigências da Era Digital e suas funções na sociedade. Afinal de contas, o livro foi e é uma grande ideia, isso inclui considerar o desenvolvimento de competências informacionais para o uso e acesso de conteúdos digitais, bem como a preparação do mediador para lidar com esse tipo de informação.

E então, existe ainda alguma desculpa para não colocar agora um livro na mão, a cabeça cheia de ideias e percorrer o mundo nessa aventura de ser um(a) mediador(a) de leitura? Tem muita gente que precisa conhecer você e se encontrar com esse novo e imenso mundo. E como...


DESAFIO


Que tal você planejar e executar uma atividade de mediação de leitura por meio da internet? Pode ser através de um blog, um clube de leitura ou mesmo em uma página no Facebook. Vamos lá. Tenho certeza que é só começar para ganhar muitos adeptos para dialogar e obter muitas curtidas. Isso vicia...

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Rubens Queiroz de. O leitor-navegador II. In: SILVA, Ezequiel Theodoro da (Coord.). A leitura nos oceanos da internet. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2008
BNDIGITAL. Biblioteca Nacional Digital Brasil, 2018. Disponível em https://bndigital.bn.gov.br/. Acesso em: 22 dez 2018.
BRASIL. Ministério da Cultura. Pesquisa Retratos da leitura no Brasil. Instituto Pró-Livro. 2015. Disponível em: http://www.publishnews.com.br/estaticos/uploads/2016/05/zPurbWp.pdf. Acesso em: 10 de nov. de 2018.
CAVALLO, Guglielmo e Chartier, Roger (1997), Histoire de la lecture dans le monde occidental, Paris, Seuil.
CARRENHO, Carlo. O que os livros digitais representam para o aumento da leitura? O que diz a Retratos da Leitura sobre quem lê nesse suporte? In: FAILLA, Zoara. Retratos da leitura no Brasil 4. Rio de Janeiro: Sextante, 2016.
FERNEDA, Edberto; LANZI Lucirene; VIDOTTI, Silvana. O uso da voz e dos dispositivos móveis em narrativas orais em bibliotecas escolares. In: BORTILIN, Sueli; SANTOS, João Arlindo dos; SILVA, Rovilson José da. Mediação oral da informação e da leitura. Londrina: ABECIN, 2015.
FRANCHI, C. Linguagem – atividade constitutiva. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, 22, 1992.
GOULART, Cecília. Letramento e novas tecnologias: questões para a prática pedagógica. In: COSCARELLI, Carla Viana; RIBEIRO, Ana Elisa. (Orgs.). Letramento digital: aspectos sociais e possibilidades pedagogicas. Belo Horizonte: Autentica, 2005.
LÉVY, P. Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34, 1999.
RAMAL, A.C. Educação na cibercultura: hipertextualidade, leitura, escrita e aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2002.
RHEINGOLD, H. Smart mobs: the next social Revolution: transforming cultures and communities in the age of instant access. Cambridge (MA): Perseus Books, 2003
Santaella, Lucia (2004), Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo, São Paulo, Paulus, disponível em http://www4.pucsp.br/~lbraga/fs_epap_cult.htm.
FURTADO, José Afonso. Os livros e as leituras - novas ecologias da informação, Lisboa: Livros e Leituras, 2010
SOARES, Magda. Letramento. Um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
____. Novas Práticas de Leitura e escrita: Letramento na Cibercultura. Educ. Soc., Campinas, vol. 23, n. 81, p. 143-160, dez. 2002.


AUTOR(A) E ILUSTRADOR(A)



Luana Ferreira de Sousa (Autora)

Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), é especialista em Alfabetização e Letramento pela Faculdade de Educação São Luís (FESL) e professora da Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Formação e Prática Docente


Rafael Limaverde (ilustrador)

É ilustrador, chargista e cartunista (premiado internacionalmente) e xilogravurista. Formado em Artes Visuais pelo Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Ceará (IFCE). Escreve e possui livros ilustrados nas principais editoras do Ceará e em editoras paulistas.